VACINA
A vacina contra a pólio é segura. Ela se
destina a todas as crianças menores de cinco anos, mesmo as que estejam
com tosse, gripe, coriza, rinite ou diarreia.
No caso de crianças que sofrem de doenças graves, recomenda-se que os
pais consultem profissionais nos postos e centros de saúde, para serem
avaliadas se devem ou não tomar a vacina. Crianças com febre acima de
38º Celsius, ou com alguma infecção também devem ser avaliadas por um
médico.
PREVENÇÃO
Não existe tratamento para a pólio e,
somente a prevenção por meio da vacina, garante a imunidade à doença. O
Brasil está livre da poliomielite há mais de 20 anos. O último caso no
país foi registrado em 1989, na Paraíba.
Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o
certificado de eliminação da doença. E é apenas por meio da vacinação
que se pode garantir que o vírus não volte a circular em território
nacional.
Apesar de não haver registro de casos de pólio há 23 anos no Brasil, é
importante manter campanhas de vacinação anuais porque o poliovírus,
causador da enfermidade, pode ser reintroduzido no país. Isso porque, o
vírus ainda circula no mundo. Entre 2007 e 2012, 35 países registraram
casos de poliomielite, sendo que três ainda são considerados endêmicos:
Afeganistão, Nigéria e Paquistão.
A DOENÇA
A poliomielite é uma doença
infecto-contagiosa viral aguda que atinge, principalmente, crianças de
até 5 anos. É transmitida pelo poliovírus, que entra pela boca. Ele é
carregado pelas fezes e gotículas expelidas durante a fala, tosse ou
espirro da pessoa contaminada. Falta de higiene e de saneamento na
moradia, além da concentração de muitas crianças em um mesmo local,
favorecem a transmissão.
O período de incubação (tempo que demora entre o contágio e o
desenvolvimento da doença) é, geralmente, de 7 a 12 dias, podendo variar
de 2 a 30 dias. A transmissão também pode ocorrer durante o período de
incubação.
O poliovírus se desenvolve na garganta ou nos intestinos e, a partir
daí, espalha-se pela corrente sanguínea, ataca o sistema nervoso e
paralisa os músculos das pernas. Em outros casos, pode até matar, quando
o vírus paralisa músculos respiratórios ou de deglutição.
Fonte:
Ministério da Saúde